11 de outubro de 2013

Morra, mas continue vivo

Eu morri e Estou vivo
Pois matei em mim
Todo desagrado infinito
Que me corroía assim

Exterminei o sentimento
Rancoroso que insistia
Permanecer todo tempo
E que eu sempre sofria

O ódio e a insensatez
Diziam-me com orgulho
Perca toda sua lucidez
E se encha de entulho

A ira e tal da inveja
Batiam-me para valer
E toda essa corja
Faziam-me apodrecer

Para que viver eu conseguisse
Uma decisão eu fui tomar
Não deixaria mais que agissem
E as impurezas eu iria matar

Matei a tudo num afogamento
Pois insistiam em me dominar
Ira, inveja e discórdia batendo
Para meu coração destroçar

Hoje estou vivo e feliz
Pois eles não irão voltar
Meu coração sorrindo diz
Agora sim eu poderei amar

Nenhum comentário:

Postar um comentário